Hoje não vou chorar, preciso ser forte.
Um sorriso estampado no rosto e decepção tatuada no peito.
Falhei. Meu melhor não foi suficiente.
Olhos no chão, cabeça baixa. Sorria, finja, engane, peque.
Perdoe-me por te desapontar. Perdoe-me.
Desilusão. Mais uma. Meus planos mendigos mais uma vez desmoronam.
Tenho que entender, ciente disso, repito. Repito, como ensinou Hitler em um de seus lapsos de lucidez, repita. Repita e sorria, afinal, o mundo não deixa de girar para contemplar seu fracasso. Cada paralelepípedo da velha cidade continua ali, estagnado, e nem um milhão de gotas de minhas lágrimas mudariam isso. Lágrimas possuem nenhuma função, portanto, hoje não vou chorar.
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