Uma característica singular e com nome sugestivo faz desses animais alvo de algumas gotas da minha inveja: muda.
Abandonam sem qualquer pudor o esqueleto que os sustentou durante tanto tempo. Deixam em qualquer canto uma parte de si sem dor ou sofrimento. Dependem disso para crescer.
Crescer depende de abandono.
Abandono dói e artrópodes não sentem.
Não sentir deve ser bom.
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