Me envergonho do mundo, da podridão do padrão, da sociedade imunda feita de pessoas sujas.
Me envergonho dos hits e da cultura. Me envergonho da pobreza e da necessidade, da falta de humanidade. Me envergonho da reificação.
Me envergonho, sobretudo, de mim mesma.
Me envergonho por me envergonhar e continuar passiva, acomodada sob um suave cobertor com uma taça de vinho doce nas mãos.
O estado de natureza hobbesiano se faz presente, é meu prazer que sustenta a vergonha.
Sou seu lobo, caro lobo.
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