sábado, 10 de outubro de 2009
Erros (roxo-amarelado-em-degradê)
Ela jurou que nunca, jamais, repetiria os erros, não aqueles, sua vida merecia, no mínimo, erros novos. Ela queria novos erros. Precisava disso. O primeiro novo erro começou como um grande erro, pois, já não era novo - e lá estava ela quebrando seus auto-juramentos novamente, o velho erro - mas como era a primeira vez que ela quebrava específicamente aquele juramento, podia considerar como um novo erro. Considerou. E num piscar de olhos lá estava ela dizendo: Sim, amor, eu quero! Foi assim que ela adquiriu - termo que certamente Locke aprovaria, eu, como clássica e ignorante admiradora de Marx, não - um namorado. No silêncio do primeiro-beijo-de-novo-namorado ela pensava com ar de esperança: dessa vez Tudo será diferente, nada de velhos erros, nada de velhas dores, Tudo novo. E lá estava ela se entregando. O velho erro inicial, Tudo novamente.
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